Funcionários de empresas instaladas em Macaé preferem a cidade, que também é escolhida por aposentados e explora o turismo
Pontualmente às 6h30, como todos os dias, Radmak Moura sobe no seu jipe japonês. Da sua casa, no bairro de classe média alta de Marileia, até a BJ Services do Brasil, no Polo Offshore de Macaé, onde trabalha, são apenas 24 quilômetros. Normalmente, seriam 20 minutos pela BR-101. Não na hora do pico, quando se forma longa fila de carros com funcionários da Petrobrás e das empresas que lhe prestam serviços, que enfrentam uma hora de congestionamento de ida e outra de volta para morar em Rio das Ostras e trabalhar em Macaé.
"Escolhi Rio das Ostras em função das opções de entretenimento, da tranquilidade, da beleza", explica Moura, de 39 anos, que em 2008 veio de Aracaju com a mulher e duas filhas, transferido pela empresa para coordenar a manutenção. "Macaé é mais movimentada, tem mais praticidade, shoppings e lojas de departamento, mas aqui é melhor para a família." Eles vieram para ficar: compraram uma das muitas casas geminadas de Rio das Ostras, artifício para driblar a lei - que impede a construção em mais de 50% do terreno -, e atender a imensa demanda por moradia na cidade.
"Vale a pena pegar a estrada", diz Fábio Carvalho, de 38 anos, gerente de logística da Pride do Brasil. "Macaé é cara e não dá qualidade de vida. Não tem como comparar a beleza das duas cidades." Parte da orla de Rio das Ostras é delineada por um calçadão revestido de porcelanato, com academias de ginástica públicas em que se pode marcar horário com um instrutor da prefeitura, rua coberta de calçamento vermelho e restaurantes que concorrem no Festival de Frutos do Mar, todos os anos em novembro.
Pesquisa encomendada pela prefeitura há três anos mostrou que 95% dos moradores da cidade vieram de fora. Hugo Ronaldo Oliveira, de 26 anos, experimentava os equipamentos de ginástica na praia de Costa Azul, no meio da tarde, depois de sair do serviço. Ele veio há três anos de Porto Seguro (BA), onde foi contratado pela construtora baiana Odebrecht para trabalhar nas obras de pavimentação e drenagem que se alastram pela cidade, engolfada pela maré alta.
Trabalhou um ano e quatro meses nas obras e arranjou emprego na lavanderia de um hotel. "A cidade me conquistou", diz Oliveira, que trouxe os irmãos de 24 e de 15 anos, a mãe, que trabalha de cozinheira num restaurante, e o padrasto, que arranjou emprego de pedreiro. "É difícil encontrar pessoas paradas aqui."
O afluxo de gente a Rio das Ostras se reflete no mercado imobiliário. O secretário de Serviços Públicos e Obras, Nilton Teixeira, conta que comprou por R$ 3 mil o terreno de 360 m² onde construiu sua casa, em 1998. Hoje, o terreno valeria R$ 300 mil. Um Alphaville, condomínio de alto padrão, está sendo construído perto da divisa de Macaé e da Zona Especial de Negócios, um parque com 80 empresas dos mais diversos ramos.
Quando o prefeito Carlos Augusto Balthazar (PMDB) iniciou seu primeiro mandato, em 2005, 20% das ruas eram pavimentadas. Hoje, segundo a prefeitura, são 60%. Com a diferença de que a pavimentação tem sido feita depois da drenagem e da instalação de rede de água e de esgoto. Mesmo assim, 30% das residências não recebem água. Das outras 70%, a maioria não é abastecida todos os dias. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) está investindo R$ 10 milhões para aumentar a vazão de 300 para 500 litros por segundo.
Com o solo encharcado pelas águas do mar, do rio que dá nome à cidade e do lençol freático, as fossas e sumidouros refluem, entupindo os sanitários. De 2005 para cá, a prefeitura investiu R$ 139 milhões em estação de tratamento de esgoto, rede coletora, 17 estações elevatórias e um emissário oceânico de 4 km.
Na Região dos Lagos, a 170 km do Rio, a cidade recebe 500 mil turistas por ano, atraídos não só por suas praias, mas pelos festivais de jazz e blues e de dança, encontro de motociclistas, turismo rural, torneios de surfe, bodyboarding e esportes náuticos
- Estadão de São Paulo
LEILA CABRAL FONSECA
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terça-feira, novembro 30
sexta-feira, novembro 19
Municípios contabilizam estragos provocados pela chuva
As fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias deixaram marcas em alguns municípios e chamaram a atenção das autoridades. Em Macaé, na noite da ultima quinta-feira, choveu aproximadamente 35,2 milímetros, acompanhados de fortes rajadas de vento. Um dos shoppings do município ficou parcialmente destruído e parte de uma parede do laboratório de uma universidade desmoronou. Já em Casimiro de Abreu uma forte chuva de granizo também assustou a população.
A chuva intensa durou aproximadamente uma hora e alarmou os moradores de Macaé. Nos Bairros: Glória, Novo Cavalheiro, Praia Campista e Linha Verde, a ventania, destruiu telhados e provocou a queda de diversas árvores. As ruas mais afetadas foram a João Batista da Silva Lessa e a rua C, ambas no bairro Glória. O mau tempo destruiu ainda, o telhado de uma concessionária de veículos, em Novo Cavaleiro.
De acordo com a Defesa Civil, apesar dos estragos registrados ninguém ficou ferido.As autoridades informaram ainda, que vão permanecer em alerta
A chuva intensa durou aproximadamente uma hora e alarmou os moradores de Macaé. Nos Bairros: Glória, Novo Cavalheiro, Praia Campista e Linha Verde, a ventania, destruiu telhados e provocou a queda de diversas árvores. As ruas mais afetadas foram a João Batista da Silva Lessa e a rua C, ambas no bairro Glória. O mau tempo destruiu ainda, o telhado de uma concessionária de veículos, em Novo Cavaleiro.
De acordo com a Defesa Civil, apesar dos estragos registrados ninguém ficou ferido.As autoridades informaram ainda, que vão permanecer em alerta
domingo, novembro 14
Um advogado sem limites na busca pela polêmica
Na defesa de Bruno, Ércio Quaresma coleciona inimigos e assume vício em crack
POR LESLIE LEITÃO
Rio - ‘Doutor Ércio Quaresma, o senhor poderia parar de roncar e se aproximar para acompanhar o depoimento de seu cliente?’. É a terceira vez na semana que a juíza do Tribunal de Júri de Contagem, Marixa Rodrigues, chama a atenção do advogado, que está refestelado numa cadeira nos fundos do plenário dormindo há mais de meia hora. Enquanto isso, seu mais renomado cliente em 20 anos de profissão depõe, na condição de mentor do crime que chocou o País, em junho.
O goleiro Bruno, ex-capitão do Flamengo, olha para trás e ri. “Excelência, fique tranquila que na hora de perguntar, se repetir alguma das perguntas já feitas por vossa excelência, eu me calo”, responde fazendo graça, mas num certo tom desafiador.
Na sua vez, Quaresma não repete uma pergunta sequer. Uma capacidade de concentração que impressiona, especialmente para alguém que confessa ser viciado em drogas desde 15 anos: “Minha capacidade intelectual é incrível, porque a quantidade de cocaína que eu já cheirei nessa vida...”.
Ércio Quaresma Firpe, 46 anos, diz que o vício começou com maconha e não parou mais. Em 2003, mergulhou no submundo do crack. Agora, no foco do caso Bruno, em que adotou a tática do enfrentamento — ridicularizando delegados, promotores e a própria vítima, Eliza Samudio —, despertou a ira de desafetos.
A ponto de um suposto vídeo, em que ele apareceria consumindo crack numa boca de fumo de Belo Horizonte, ter virado item de leilão entre emissoras de TV. A imagem não foi ao ar, mas o advogado já tem a resposta na ponta da língua: “Se fumo, cheiro ou dou a bunda, o problema é meu”. Uma frase que ele já soltou ao vivo num programa de TV. “Prefiro falar ao vivo, porque não tem como cortarem o que estou dizendo”, gosta de repetir.
Já no pátio do Tribunal de Contagem, entre um cigarro e outro, logo após as 11 horas de depoimento de Bruno, Quaresma, enfim, não ri nem faz piada. “Sou dependente de crack há sete anos. Estou me tratando com o maior psiquiatra do País em dependência química, e tive algumas recaídas. Mas nunca entrei num plenário doidão”, desabafa.
Foi numa dessas recaídas que o teriam filmado fumando a pedra, dia 29 de outubro: “Sei disso, fizeram lá na (favela) Ventosa. Tô ligado! Mas quantas e quantas vezes fiquei doidão, jogado pelos cantos das cracolândias?! Em Brasília eu apaguei, me roubaram anel, relógio, tudo”.
Quaresma não esconde que um de seus objetivos quando aceitou pegar a causa de Bruno era ter os holofotes para si. Durante a investigação, interrompeu uma entrevista coletiva do diretor do Departamento de Homicídios, delegado Édson Moreira, e disse: “Nesse picadeiro aqui só tem um palhaço, que sou eu”.
Jogador autorizou Quaresma a controlar suas finanças
O fascínio de Ércio Quaresma pela imprensa parece patológico. A cada frase que solta em plenário, seus olhos miram os repórteres. “Os louros disso tudo só vou ter mais pra frente. Por enquanto, só levei fumo”, afirma ele.
Não é verdade. Seus honorários já lhe renderam um saque de mais de R$ 200 mil da conta bancária do goleiro. “Não é 5% do que cobrei”, observa.
Além de depositar sua liberdade nas mãos de Quaresma, Bruno também deixou com ele a autorização de controlar toda a sua vida fora da cadeia. E o advogado fez questão de registrar isso no depoimento do goleiro à Justiça.
“Continuo tendo confiança também para que meu advogado administre minha vida patrimonial e financeira”, declarou Bruno, antes de se levantar, dar um abraço apertado e receber um beijo do advogado: “Ganhei um filho”, completa Quaresma.
No papel de ‘diabo’, briga com noiva do atleta
Apesar do histórico e das confusões desde que assumiu a causa, em julho, a confiança do goleiro no advogado parece inabalável. “Ele só me pediu que não brigasse com a dona Estela e com a Ingrid”, diz, referindo-se à avó, a quem Bruno chama de mãe, e à noiva.
O apelo não adiantou, e Quaresma se desentendeu com a dentista, que chegou a gravar conversa em que ele falava em tom ameaçador: “Não sou advogado do diabo, eu sou o diabo”. Ele afirma que só quis dizer ser “feio igual o diabo”.
Ércio tem certa rejeição em alguns tribunais de Minas Gerais. Uma de suas três anotações na ficha criminal, por desacato, é justamente por ter entrado em confronto com um juiz, este ano, numa audiência de outro processo. As demais são por posse de crack, em 2009, e por ameaças de morte a uma testemunha.
No Fórum de Contagem, por exemplo, um ríspido embate com o mesmo promotor de agora, Gustavo Fantini, virou vídeo no youtube. Foi ano passado, no julgamento do empresário Luciano Farah, acusado de ter executado o dono de uma rede de postos de gasolina, Anderson de Carvalho. A má notícia para Bruno é que Farah foi condenado a 19 anos de prisão. E esta não foi a primeira vez. Antes, Farah, defendido por Ércio, já havia sido condenado pelo homicídio do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, em Belo Horizonte, em 2002. Gustavo Fantini não fala sobre Ércio e suas agressões verbais. Aliás, o promotor jamais se refere ao advogado pelo nome. Só o chama de Rato.
Mas o advogado do goleiro, que tanto se vangloria, tem derrotas clássicas no currículo. Ele trabalhou no caso da missionária americana Dorothy Stang, morta em Anapu, no Pará, em 2005. Seu cliente, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado a 30 anos de prisão. A notoriedade do polêmico advogado, no entanto, veio antes disso, no julgamento dos PMs acusados do massacre de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, também no Pará, em 1996. “Absolvi seis com 19 corpos no chão”, rebate.
Ex-policial civil, entre 1986 e 89, Quaresma diz ter sangue de polícia. Chegou a defender alguns de graça. Tanto conhecimento lhe valeu uma investida política, em 94, quando se candidatou ao governo mineiro, mas perdeu com 124 mil votos. Ainda assim, foi através dessas boas relações que chegou ao Caso Bruno. O advogado é amigo particular do homem apontado como o carrasco de Eliza, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
Nesta fase do processo - em que a juíza decidirá quais dos nove réus responderá no Tribunal de Júri - ainda há muito água para rolar. Por isso, Ércio ironiza: “Aqui, agora, posso dormir à vontade. Mesmo se o meu cliente fosse o Fernandinho Beira-Mar eu dormiria tranquilo. O que não posso é dormir no Júri. Aí vocês vão ver como vai ser”, diz o advogado, que espera fazer o Júri do goleiro até junho de 2011.
E que ninguém duvide da próxima diabrura de um advogado que não acredita mas invoca o nome de Deus em suas defesas, e que já quebrou garrafas para mostrar que ela pode virar uma arma letal, usou máscara de esqui para provar aos jurados que seria impossível reconhecer uma pessoa com tal acessório no rosto e, por inúmeras vezes, por pouco não saiu preso dos tribunais ao lado de seus clientes.
POR LESLIE LEITÃO
Rio - ‘Doutor Ércio Quaresma, o senhor poderia parar de roncar e se aproximar para acompanhar o depoimento de seu cliente?’. É a terceira vez na semana que a juíza do Tribunal de Júri de Contagem, Marixa Rodrigues, chama a atenção do advogado, que está refestelado numa cadeira nos fundos do plenário dormindo há mais de meia hora. Enquanto isso, seu mais renomado cliente em 20 anos de profissão depõe, na condição de mentor do crime que chocou o País, em junho.
O goleiro Bruno, ex-capitão do Flamengo, olha para trás e ri. “Excelência, fique tranquila que na hora de perguntar, se repetir alguma das perguntas já feitas por vossa excelência, eu me calo”, responde fazendo graça, mas num certo tom desafiador.
Na sua vez, Quaresma não repete uma pergunta sequer. Uma capacidade de concentração que impressiona, especialmente para alguém que confessa ser viciado em drogas desde 15 anos: “Minha capacidade intelectual é incrível, porque a quantidade de cocaína que eu já cheirei nessa vida...”.
Ércio Quaresma Firpe, 46 anos, diz que o vício começou com maconha e não parou mais. Em 2003, mergulhou no submundo do crack. Agora, no foco do caso Bruno, em que adotou a tática do enfrentamento — ridicularizando delegados, promotores e a própria vítima, Eliza Samudio —, despertou a ira de desafetos.
A ponto de um suposto vídeo, em que ele apareceria consumindo crack numa boca de fumo de Belo Horizonte, ter virado item de leilão entre emissoras de TV. A imagem não foi ao ar, mas o advogado já tem a resposta na ponta da língua: “Se fumo, cheiro ou dou a bunda, o problema é meu”. Uma frase que ele já soltou ao vivo num programa de TV. “Prefiro falar ao vivo, porque não tem como cortarem o que estou dizendo”, gosta de repetir.
Já no pátio do Tribunal de Contagem, entre um cigarro e outro, logo após as 11 horas de depoimento de Bruno, Quaresma, enfim, não ri nem faz piada. “Sou dependente de crack há sete anos. Estou me tratando com o maior psiquiatra do País em dependência química, e tive algumas recaídas. Mas nunca entrei num plenário doidão”, desabafa.
Foi numa dessas recaídas que o teriam filmado fumando a pedra, dia 29 de outubro: “Sei disso, fizeram lá na (favela) Ventosa. Tô ligado! Mas quantas e quantas vezes fiquei doidão, jogado pelos cantos das cracolândias?! Em Brasília eu apaguei, me roubaram anel, relógio, tudo”.
Quaresma não esconde que um de seus objetivos quando aceitou pegar a causa de Bruno era ter os holofotes para si. Durante a investigação, interrompeu uma entrevista coletiva do diretor do Departamento de Homicídios, delegado Édson Moreira, e disse: “Nesse picadeiro aqui só tem um palhaço, que sou eu”.
Jogador autorizou Quaresma a controlar suas finanças
O fascínio de Ércio Quaresma pela imprensa parece patológico. A cada frase que solta em plenário, seus olhos miram os repórteres. “Os louros disso tudo só vou ter mais pra frente. Por enquanto, só levei fumo”, afirma ele.
Não é verdade. Seus honorários já lhe renderam um saque de mais de R$ 200 mil da conta bancária do goleiro. “Não é 5% do que cobrei”, observa.
Além de depositar sua liberdade nas mãos de Quaresma, Bruno também deixou com ele a autorização de controlar toda a sua vida fora da cadeia. E o advogado fez questão de registrar isso no depoimento do goleiro à Justiça.
“Continuo tendo confiança também para que meu advogado administre minha vida patrimonial e financeira”, declarou Bruno, antes de se levantar, dar um abraço apertado e receber um beijo do advogado: “Ganhei um filho”, completa Quaresma.
No papel de ‘diabo’, briga com noiva do atleta
Apesar do histórico e das confusões desde que assumiu a causa, em julho, a confiança do goleiro no advogado parece inabalável. “Ele só me pediu que não brigasse com a dona Estela e com a Ingrid”, diz, referindo-se à avó, a quem Bruno chama de mãe, e à noiva.
O apelo não adiantou, e Quaresma se desentendeu com a dentista, que chegou a gravar conversa em que ele falava em tom ameaçador: “Não sou advogado do diabo, eu sou o diabo”. Ele afirma que só quis dizer ser “feio igual o diabo”.
Ércio tem certa rejeição em alguns tribunais de Minas Gerais. Uma de suas três anotações na ficha criminal, por desacato, é justamente por ter entrado em confronto com um juiz, este ano, numa audiência de outro processo. As demais são por posse de crack, em 2009, e por ameaças de morte a uma testemunha.
No Fórum de Contagem, por exemplo, um ríspido embate com o mesmo promotor de agora, Gustavo Fantini, virou vídeo no youtube. Foi ano passado, no julgamento do empresário Luciano Farah, acusado de ter executado o dono de uma rede de postos de gasolina, Anderson de Carvalho. A má notícia para Bruno é que Farah foi condenado a 19 anos de prisão. E esta não foi a primeira vez. Antes, Farah, defendido por Ércio, já havia sido condenado pelo homicídio do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, em Belo Horizonte, em 2002. Gustavo Fantini não fala sobre Ércio e suas agressões verbais. Aliás, o promotor jamais se refere ao advogado pelo nome. Só o chama de Rato.
Mas o advogado do goleiro, que tanto se vangloria, tem derrotas clássicas no currículo. Ele trabalhou no caso da missionária americana Dorothy Stang, morta em Anapu, no Pará, em 2005. Seu cliente, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado a 30 anos de prisão. A notoriedade do polêmico advogado, no entanto, veio antes disso, no julgamento dos PMs acusados do massacre de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, também no Pará, em 1996. “Absolvi seis com 19 corpos no chão”, rebate.
Ex-policial civil, entre 1986 e 89, Quaresma diz ter sangue de polícia. Chegou a defender alguns de graça. Tanto conhecimento lhe valeu uma investida política, em 94, quando se candidatou ao governo mineiro, mas perdeu com 124 mil votos. Ainda assim, foi através dessas boas relações que chegou ao Caso Bruno. O advogado é amigo particular do homem apontado como o carrasco de Eliza, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
Nesta fase do processo - em que a juíza decidirá quais dos nove réus responderá no Tribunal de Júri - ainda há muito água para rolar. Por isso, Ércio ironiza: “Aqui, agora, posso dormir à vontade. Mesmo se o meu cliente fosse o Fernandinho Beira-Mar eu dormiria tranquilo. O que não posso é dormir no Júri. Aí vocês vão ver como vai ser”, diz o advogado, que espera fazer o Júri do goleiro até junho de 2011.
E que ninguém duvide da próxima diabrura de um advogado que não acredita mas invoca o nome de Deus em suas defesas, e que já quebrou garrafas para mostrar que ela pode virar uma arma letal, usou máscara de esqui para provar aos jurados que seria impossível reconhecer uma pessoa com tal acessório no rosto e, por inúmeras vezes, por pouco não saiu preso dos tribunais ao lado de seus clientes.
sexta-feira, novembro 12
Chuva causa estragos em Macaé e em Rio das Ostras, no RJ
A chuva que caiu no estado do Rio deixou vários bairros de Macaé, no Norte Fluminense, inundados. Algumas ruas e avenidas se transformaram em rio e o tráfego ficou bastante confuso. A Defesa Civil registrou 115 milímetros de chuva. O equivalente a mais do dobro previsto para todo o mês de novembro.
Dez bairros ficaram alagados e 15 famílias precisaram sair de suas casas. No bairro Novo Horizonte, durante todo o dia de quinta-feira (11), vários estabelecimentos comerciais tiveram de permanecer fechados.
Em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea, o bairro mais prejudicado foi o Mar do Norte. Moradores só conseguiram entrar e sair das casas de barco. Segundo a Defesa Civil, 15 famílias tiveram de procurar abrigo em casa de amigos ou parentes.
Dez bairros ficaram alagados e 15 famílias precisaram sair de suas casas. No bairro Novo Horizonte, durante todo o dia de quinta-feira (11), vários estabelecimentos comerciais tiveram de permanecer fechados.
Em Rio das Ostras, na Baixada Litorânea, o bairro mais prejudicado foi o Mar do Norte. Moradores só conseguiram entrar e sair das casas de barco. Segundo a Defesa Civil, 15 famílias tiveram de procurar abrigo em casa de amigos ou parentes.
Procon/RJ notifica Nestlé por propaganda enganosa na bebida Alpino
Nida Rego
RIO - O Procon do Rio de Janeiro notificou, nesta sexta-feira, a Nestlé por propaganda enganosa na venda de bebida Alpino. O processo administrativo contra a empresa foi aberto após a polêmica de que a bebida Alpino, lançada em fevereiro deste ano, não reproduz o chocolate Alpino, induzindo o consumidor a erro. A Nestlé terá um prazo de 10 dias para apresentar defesa.
O Procon informa que as empresas que não respondem no prazo, ou não dão resposta satisfatória podem ser autuadas e multadas em 200 a 3 milhões de UFIRs, o que daria uma multa de R$ 402 a R$ 6 milhões. A assessoria do Procon informou ainda que nenhum consumidor deu queixa pessoalmente da bebida líquida Alpino. O processo foi aberto acompanhando a representação de outros órgãos, como o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Conar - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária , após encaminhamento de reclamações através de discussão iniciada pela internet.
O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um inquérito civil a respeito da bebida, em março, um mês após o lançamento do produto. O promotor Julio Machado, que acompanha o caso, informa que a empresa Nestlé já foi ouvida, mas o inquérito ainda está em fase de conclusão, para ser encaminhado ao não à Justiça.
- Estamos aguardando outras provas, para determinar se realmente há propaganda enganosa ou irregularidades no rótulo - informou.
A Nestlé divulgou nota afirmando que o produto foi aprovado por todos os órgãos e também por 92% dos consumidores frequentes do bombom. E que resolveu colocar no rótulo a frase que está gerando polêmica justamente para não induzir o consumidor a erro. "Para não parecer que estávamos vendendo bombom líquido, o que não seria possível, ou pedaços do chocolate Alpino no produto, a Nestlé decidiu incluir as frases "este produto não contém Chocolate Alpino" e "imagem meramente ilustrativa para referência de sabor", informou a assessoria, esclarecendo que oficialmente a Nestlé só foi notificada de procedimentos no Ministério Público do Rio de Janeiro e do Conar, até a tarde desta sexta-feira. Devido à polêmica, os rótulos serão modificados. Os produtos com os novos rótulos devem estar nas prateleiras dos supermercados dentro de duas a três semanas.
A empresa esclarece ainda que o Alpino Fast é feito com ingredientes que lhe conferem "sabor similar" ao do chocolate Alpino, já que não foi possível criar uma bebida que fosse exatamente a versão derretida do Alpino, em razão de os produtos terem "processos produtivos diferentes", diz a nota da empresa.
O Ministério Público do Rio pediu à Proteste parecer a respeito do caso. Em seu site, o órgão informa que os rótulos das embalagens trazem todas as informações exigidas por lei, assim como as que a Proteste julga importantes. Porém, ressalva que a frase "a bebida não traz chocolate Alpino" vem em corpo de texto menor do que as informações principais, escrita separadamente na lateral do produto, o que induz o consumidor ao erro.
Entre as inúmeras reclamações de consumidores, através do blog "Coma com os Olhos", primeiro a iniciar a polêmica, a principal é que "o bombom cheira a chocolate e a bebida, a leite", além, é claro, da frase "a bebida não contém Alpino".
RIO - O Procon do Rio de Janeiro notificou, nesta sexta-feira, a Nestlé por propaganda enganosa na venda de bebida Alpino. O processo administrativo contra a empresa foi aberto após a polêmica de que a bebida Alpino, lançada em fevereiro deste ano, não reproduz o chocolate Alpino, induzindo o consumidor a erro. A Nestlé terá um prazo de 10 dias para apresentar defesa.
O Procon informa que as empresas que não respondem no prazo, ou não dão resposta satisfatória podem ser autuadas e multadas em 200 a 3 milhões de UFIRs, o que daria uma multa de R$ 402 a R$ 6 milhões. A assessoria do Procon informou ainda que nenhum consumidor deu queixa pessoalmente da bebida líquida Alpino. O processo foi aberto acompanhando a representação de outros órgãos, como o Ministério Público do Rio de Janeiro e o Conar - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária , após encaminhamento de reclamações através de discussão iniciada pela internet.
O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um inquérito civil a respeito da bebida, em março, um mês após o lançamento do produto. O promotor Julio Machado, que acompanha o caso, informa que a empresa Nestlé já foi ouvida, mas o inquérito ainda está em fase de conclusão, para ser encaminhado ao não à Justiça.
- Estamos aguardando outras provas, para determinar se realmente há propaganda enganosa ou irregularidades no rótulo - informou.
A Nestlé divulgou nota afirmando que o produto foi aprovado por todos os órgãos e também por 92% dos consumidores frequentes do bombom. E que resolveu colocar no rótulo a frase que está gerando polêmica justamente para não induzir o consumidor a erro. "Para não parecer que estávamos vendendo bombom líquido, o que não seria possível, ou pedaços do chocolate Alpino no produto, a Nestlé decidiu incluir as frases "este produto não contém Chocolate Alpino" e "imagem meramente ilustrativa para referência de sabor", informou a assessoria, esclarecendo que oficialmente a Nestlé só foi notificada de procedimentos no Ministério Público do Rio de Janeiro e do Conar, até a tarde desta sexta-feira. Devido à polêmica, os rótulos serão modificados. Os produtos com os novos rótulos devem estar nas prateleiras dos supermercados dentro de duas a três semanas.
A empresa esclarece ainda que o Alpino Fast é feito com ingredientes que lhe conferem "sabor similar" ao do chocolate Alpino, já que não foi possível criar uma bebida que fosse exatamente a versão derretida do Alpino, em razão de os produtos terem "processos produtivos diferentes", diz a nota da empresa.
O Ministério Público do Rio pediu à Proteste parecer a respeito do caso. Em seu site, o órgão informa que os rótulos das embalagens trazem todas as informações exigidas por lei, assim como as que a Proteste julga importantes. Porém, ressalva que a frase "a bebida não traz chocolate Alpino" vem em corpo de texto menor do que as informações principais, escrita separadamente na lateral do produto, o que induz o consumidor ao erro.
Entre as inúmeras reclamações de consumidores, através do blog "Coma com os Olhos", primeiro a iniciar a polêmica, a principal é que "o bombom cheira a chocolate e a bebida, a leite", além, é claro, da frase "a bebida não contém Alpino".
Siemens, GE e Hyundai podem aportar no Açu
Por André Lacerda, em 12-11-2010 - 1h07
A informação é do próprio Eike Batista. Ele se limitou a dizer que o seu grupo continua negociando com a Siemens, GE e Hyundai para a entrada dessas empresas no complexo industrial do Porto do Açu. A declaração de Eike foi dada ontem no Rio Export 2010, evento organizado pela Firjan. E assim, o Porto do Açu vai se consolidando como um grande depósito de investimentos e promessa de desenvolvimento para a nossa região.
A Siemens é uma multinacional alemã de aparelhos eletrônicos e de comunicação que atuava originalmente fabricando equipamento de telecomunicações e atualmente está também nas áreas de material elétrico, infra-estrutura do setor energético, transporte público, equipamento hospitalar, painéis solares, autopeças e computadores. Já a multinacional americana GE (General Eletrics) atua na área de serviços e tecnologia e a Hyundai é uma montadora sul-coreana de automóveis.
A informação é do próprio Eike Batista. Ele se limitou a dizer que o seu grupo continua negociando com a Siemens, GE e Hyundai para a entrada dessas empresas no complexo industrial do Porto do Açu. A declaração de Eike foi dada ontem no Rio Export 2010, evento organizado pela Firjan. E assim, o Porto do Açu vai se consolidando como um grande depósito de investimentos e promessa de desenvolvimento para a nossa região.
A Siemens é uma multinacional alemã de aparelhos eletrônicos e de comunicação que atuava originalmente fabricando equipamento de telecomunicações e atualmente está também nas áreas de material elétrico, infra-estrutura do setor energético, transporte público, equipamento hospitalar, painéis solares, autopeças e computadores. Já a multinacional americana GE (General Eletrics) atua na área de serviços e tecnologia e a Hyundai é uma montadora sul-coreana de automóveis.
Vice-presidente sofre infarto
Por suzy, em 12-11-2010 - 0h42
Lutando contra um câncer há mais de 10 anos, o vice-presidente José Alencar sofreu um infarto agudo do miocárdio ontem e foi submetido a um cateterismo, informou o hospital onde está internado em São Paulo. Segundo boletim médico do Hospital Sírio-Líbanês, Alencar teve disgnosticado, por volta das 18h, um infato agudo do miocárdio e foi submetido a um cateterismo, “que não mostrou obstruções arteriais importantes”.
O vice-presidente apresenta quadro “estável do ponto de vista cardíaco” e está na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica, informou o hospital. Ele está internado desde o dia 25 de outubro, quando apresentou quadro de suboclusão intestinal.
(Fonte: Radiobras)
Lutando contra um câncer há mais de 10 anos, o vice-presidente José Alencar sofreu um infarto agudo do miocárdio ontem e foi submetido a um cateterismo, informou o hospital onde está internado em São Paulo. Segundo boletim médico do Hospital Sírio-Líbanês, Alencar teve disgnosticado, por volta das 18h, um infato agudo do miocárdio e foi submetido a um cateterismo, “que não mostrou obstruções arteriais importantes”.
O vice-presidente apresenta quadro “estável do ponto de vista cardíaco” e está na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica, informou o hospital. Ele está internado desde o dia 25 de outubro, quando apresentou quadro de suboclusão intestinal.
(Fonte: Radiobras)
Carteira de Trabalho
* A Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que em caráter temporário, e para o exercício por conta própria de atividade
profissional remunerada.
* A Carteira de Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de quarenta e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
* A falta de cumprimento pelo empregador das especificações quanto à CTPS acarretará a lavratura do auto de infração, pelo Fiscal do Trabalho, que deverá, de ofício, comunicar a falta de anotação ao órgão competente, para o fim de instaurar o processo de anotação.
* Recusando-se a empresa a fazer as anotações na data-base, a qualquer tempo, por solicitação do trabalhador, no caso de rescisão contratual ou necessidade de comprovação perante a Previdência Social.ou a devolver a Carteira de Trabalho e Previdência Social recebida, poderá o empregado comparecer, pessoalmente ou por intermédio de seu sindicato, perante a Delegacia Regional ou órgão autorizado, para apresentar reclamação.
profissional remunerada.
* A Carteira de Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de quarenta e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
* A falta de cumprimento pelo empregador das especificações quanto à CTPS acarretará a lavratura do auto de infração, pelo Fiscal do Trabalho, que deverá, de ofício, comunicar a falta de anotação ao órgão competente, para o fim de instaurar o processo de anotação.
* Recusando-se a empresa a fazer as anotações na data-base, a qualquer tempo, por solicitação do trabalhador, no caso de rescisão contratual ou necessidade de comprovação perante a Previdência Social.ou a devolver a Carteira de Trabalho e Previdência Social recebida, poderá o empregado comparecer, pessoalmente ou por intermédio de seu sindicato, perante a Delegacia Regional ou órgão autorizado, para apresentar reclamação.
quinta-feira, novembro 11
Reforma Ortográfica
A Nova Ortografia Descomplicada
Orientações Básicas
Douglas Tufano
Conforme a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP),
publicado pela Academia Brasileira de Letras, em março de 2009.
1. Foram oficialmente introduzidas no alfabeto as letras K, W e Y. O nosso alfabeto
agora tem 26 letras: ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ. Mas atenção: as letras
K, W e Y devem ser usadas apenas na escrita de palavras estrangeiras (e suas derivadas)
e de palavras adotadas como unidades de medida de uso internacional (Kafka, kit, show,
software, yin, yang etc.).
2. O trema (¨) foi abolido. Ex.:
Como era: agüentar, argüir, bilíngüe, seqüestro, tranqüilo.
Como fica: aguentar, arguir, bilíngue, sequestro, tranquilo.
* Continua em palavras estrangeiras e suas derivadas: Müller, mülleriano.
3. Palavras que terminam em óia, óias, óio, éia, éias, éio não são mais acentuadas. Ex.:
Como era: jóia, jóias, idéia, idéias, apóia (v. apoiar), apóio (v. apoiar), estréio (v.
estrear).
Como fica: joia, joias, ideia, ideias, apoia, apoio, estreio.
4. Palavras que têm o grupo éi ou ói no meio não são mais acentuadas. Ex.:
Como era: heróico, paranóico, debilóide, asteróide, protéico.
Como fica: heroico, paranoico, debiloide, asteroide, proteico.
* Palavras que terminam em éis ou ói(s) continuam com acento: papéis, herói, heróis.
* Como se vê em 3 e 4, caiu o acento das paroxítonas nas quais a base da sílaba tônica
são os ditongos abertos ói, éi. Mas o acento continua quando se trata de palavras
oxítonas ou monossílabos tônicos: herói, dói, sóis etc.
5. Palavras como feiúra, baiúca, bocaiúva, cauíla (= avarento) perderam o acento.
Agora se escrevem: feiura, baiuca, bocaiuva, cauila.
* Caiu o acento das vogais tônicas I e U, em palavras paroxítonas, somente quando elas
são precedidas de ditongos decrescentes. Observe:
fei - u - ra / bai - u - ca / cau - i - la
Se essas vogais tônicas forem precedidas de ditongo crescente, o acento permanece.
Ex.: Guaíba, guaíra.
* Se essas vogais tônicas não forem precedidas de ditongo, continuam com acento. Ex.
saúde (sa-ú-de), saída (sa-í-da).
6. Palavras que terminam em êem ou ôo(s) não são mais acentuadas. Ex.:
Como era: abençôo (v. abençoar), dêem (v.dar), crêem (v.crer), lêem (v.ler), vêem
(v.ver), vôo, vôos, zôo.
Como fica: abençoo, deem, creem, leem, veem, voo, voos, zoo.
7. Caiu o acento das seguintes palavras: pêlo, pêlos, pólo, pólos, pêra, pára.
Agora devemos escrever: pelo, pelos, polo, polos, pera, para.
2
8. O acento circunflexo na palavra fôrma é opcional, isto é, pode ou não ser usado. Às
vezes, é bom usar para evitar confusão. Veja como ele é útil nesta frase: Não sei qual é
a forma da fôrma do bolo.
9. Caiu o acento agudo (´) no U de três formas dos verbos arguir e redarguir.
Como era: (tu) argúis, (ele) argúi, (eles) argúem, (tu) redargúis, (ele) redargúi, (eles)
redargúem.
Como fica: (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, (tu) redarguis, (ele) redargui,
(eles) redarguem.
USO DO HÍFEN COM COMPOSTOS
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Ex.:
guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume,
joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca.
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de
composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas,
paraquedista, paraquedismo.
2. Usa-se o hífen em palavras onomatopeicas (isto é, que representam ruídos ou sons
naturais) que são compostas mas não apresentam elementos de ligação. Ex.:
reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom,
pingue-pongue, zigue-zague, bi-bi, fom-fom, tim-tim (tim-tim por tim-tim).
3. Não se usa o hífen em palavras compostas que apresentam elementos de ligação. Ex.:
pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho,
ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Ex.:
maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda,
cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-demeia,
ao deus-dará, à queima-roupa.
4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Ex.:
queda-d'água, gota-d'água, copo-d'água.
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (palavras que indicam
nomes de lugares) que apresentam ou não elementos de ligação. Ex.:
Belo Horizonte — belo-horizontino
Porto Alegre — porto-alegrense
Mato Grosso do Sul — mato-grossense-do-sul
Rio Grande do Norte — rio-grandense-do-norte
3
6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de
plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Ex.:
bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra,
lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-docampo,
cravo-da-índia.
Obs.: Não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e
zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido
entre os pares:
arroz-do-campo (certo tipo de erva) - arroz de festa (alguém que está sempre presente
em festas).
bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio (deformação nas
vértebras).
olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).
USO DO HÍFEN COM PREFIXOS
Uso do hífen na formação de palavras com prefixos (anti, super, inter, semi, sub, ultra
etc.) e elementos antepositivos como aero, auto, bio, macro, micro, mini etc., também
chamados de falsos prefixos ou pseudoprefixos.
1. Usa-se o hífen diante de palavra começada por H. Ex.:
anti-higiênico, super-homem, sobre-humano.
2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra
palavra. Ex:
micro-ondas, anti-inflacionário, sub-bibliotecário, inter-regional.
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia
a outra palavra. Ex.:
autoescola, antiaéreo, intermunicipal, supersônico, superinteressante,
agroindustrial, aeroespacial, semicírculo.
4. Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por R ou S, dobram-se
essas letras. Ex.: minissaia, antirracismo, ultrassom, semirreta.
5. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra começada por R. Ex.:
sub-região, sub-reitor, sub-regional.
6. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por O ou
H. Ex.: coobrigação, coedição, coeducar, cofundador, coabitação, coerdeiro,
corréu, corresponsável.
7. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Ex.:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado,
pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu, vice-rei.
8. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas
por E. Ex.: preexistente, preelaborar, reescrever, reedição.
4
OUTROS CASOS DO USO DO HÍFEN
1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não. Ex.:
(acordo de) não agressão / (reservado para) não fumantes.
2. Com mal, usa-se hífen quando a palavra seguinte começar por Vogal, H ou L. Ex.:
mal-assombrado, mal-entendido, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.
* Nos outros casos, escreve-se sem hífen: malcriado, malcomportado, malcheiroso,
malfeito, malsucedido, malvisto.
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se a palavra não tiver elemento de
ligação. Ex.: mal-francês. Se houver elemento de ligação, escreve-se sem hífen. Ex.:
mal de lázaro, mal de sete dias.
3. Com bem, não há orientações novas no Acordo Ortográfico. De modo geral, usa-se o
hífen nos compostos. Ex.:
bem-aventurado, bem-intencionado, bem-humorado, bem-merecido, bem-nascido,
bem-falante, bem-vindo, bem-visto, bem-disposto.
* Mas há vários casos em que bem se liga sem hífen à palavra seguinte. Ex.:
benfazejo, benfeito, benfeitor, benquisto.
4. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de
palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, disseram- O diretor foi receber o vice-
-me que ele foi viajar. -prefeito.
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Orientações Básicas
Douglas Tufano
Conforme a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP),
publicado pela Academia Brasileira de Letras, em março de 2009.
1. Foram oficialmente introduzidas no alfabeto as letras K, W e Y. O nosso alfabeto
agora tem 26 letras: ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ. Mas atenção: as letras
K, W e Y devem ser usadas apenas na escrita de palavras estrangeiras (e suas derivadas)
e de palavras adotadas como unidades de medida de uso internacional (Kafka, kit, show,
software, yin, yang etc.).
2. O trema (¨) foi abolido. Ex.:
Como era: agüentar, argüir, bilíngüe, seqüestro, tranqüilo.
Como fica: aguentar, arguir, bilíngue, sequestro, tranquilo.
* Continua em palavras estrangeiras e suas derivadas: Müller, mülleriano.
3. Palavras que terminam em óia, óias, óio, éia, éias, éio não são mais acentuadas. Ex.:
Como era: jóia, jóias, idéia, idéias, apóia (v. apoiar), apóio (v. apoiar), estréio (v.
estrear).
Como fica: joia, joias, ideia, ideias, apoia, apoio, estreio.
4. Palavras que têm o grupo éi ou ói no meio não são mais acentuadas. Ex.:
Como era: heróico, paranóico, debilóide, asteróide, protéico.
Como fica: heroico, paranoico, debiloide, asteroide, proteico.
* Palavras que terminam em éis ou ói(s) continuam com acento: papéis, herói, heróis.
* Como se vê em 3 e 4, caiu o acento das paroxítonas nas quais a base da sílaba tônica
são os ditongos abertos ói, éi. Mas o acento continua quando se trata de palavras
oxítonas ou monossílabos tônicos: herói, dói, sóis etc.
5. Palavras como feiúra, baiúca, bocaiúva, cauíla (= avarento) perderam o acento.
Agora se escrevem: feiura, baiuca, bocaiuva, cauila.
* Caiu o acento das vogais tônicas I e U, em palavras paroxítonas, somente quando elas
são precedidas de ditongos decrescentes. Observe:
fei - u - ra / bai - u - ca / cau - i - la
Se essas vogais tônicas forem precedidas de ditongo crescente, o acento permanece.
Ex.: Guaíba, guaíra.
* Se essas vogais tônicas não forem precedidas de ditongo, continuam com acento. Ex.
saúde (sa-ú-de), saída (sa-í-da).
6. Palavras que terminam em êem ou ôo(s) não são mais acentuadas. Ex.:
Como era: abençôo (v. abençoar), dêem (v.dar), crêem (v.crer), lêem (v.ler), vêem
(v.ver), vôo, vôos, zôo.
Como fica: abençoo, deem, creem, leem, veem, voo, voos, zoo.
7. Caiu o acento das seguintes palavras: pêlo, pêlos, pólo, pólos, pêra, pára.
Agora devemos escrever: pelo, pelos, polo, polos, pera, para.
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8. O acento circunflexo na palavra fôrma é opcional, isto é, pode ou não ser usado. Às
vezes, é bom usar para evitar confusão. Veja como ele é útil nesta frase: Não sei qual é
a forma da fôrma do bolo.
9. Caiu o acento agudo (´) no U de três formas dos verbos arguir e redarguir.
Como era: (tu) argúis, (ele) argúi, (eles) argúem, (tu) redargúis, (ele) redargúi, (eles)
redargúem.
Como fica: (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, (tu) redarguis, (ele) redargui,
(eles) redarguem.
USO DO HÍFEN COM COMPOSTOS
1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Ex.:
guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume,
joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca.
* Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de
composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas,
paraquedista, paraquedismo.
2. Usa-se o hífen em palavras onomatopeicas (isto é, que representam ruídos ou sons
naturais) que são compostas mas não apresentam elementos de ligação. Ex.:
reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom,
pingue-pongue, zigue-zague, bi-bi, fom-fom, tim-tim (tim-tim por tim-tim).
3. Não se usa o hífen em palavras compostas que apresentam elementos de ligação. Ex.:
pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho,
ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Ex.:
maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda,
cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-demeia,
ao deus-dará, à queima-roupa.
4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Ex.:
queda-d'água, gota-d'água, copo-d'água.
5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (palavras que indicam
nomes de lugares) que apresentam ou não elementos de ligação. Ex.:
Belo Horizonte — belo-horizontino
Porto Alegre — porto-alegrense
Mato Grosso do Sul — mato-grossense-do-sul
Rio Grande do Norte — rio-grandense-do-norte
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6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de
plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Ex.:
bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra,
lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-docampo,
cravo-da-índia.
Obs.: Não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e
zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido
entre os pares:
arroz-do-campo (certo tipo de erva) - arroz de festa (alguém que está sempre presente
em festas).
bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio (deformação nas
vértebras).
olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).
USO DO HÍFEN COM PREFIXOS
Uso do hífen na formação de palavras com prefixos (anti, super, inter, semi, sub, ultra
etc.) e elementos antepositivos como aero, auto, bio, macro, micro, mini etc., também
chamados de falsos prefixos ou pseudoprefixos.
1. Usa-se o hífen diante de palavra começada por H. Ex.:
anti-higiênico, super-homem, sobre-humano.
2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra
palavra. Ex:
micro-ondas, anti-inflacionário, sub-bibliotecário, inter-regional.
3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia
a outra palavra. Ex.:
autoescola, antiaéreo, intermunicipal, supersônico, superinteressante,
agroindustrial, aeroespacial, semicírculo.
4. Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por R ou S, dobram-se
essas letras. Ex.: minissaia, antirracismo, ultrassom, semirreta.
5. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra começada por R. Ex.:
sub-região, sub-reitor, sub-regional.
6. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por O ou
H. Ex.: coobrigação, coedição, coeducar, cofundador, coabitação, coerdeiro,
corréu, corresponsável.
7. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Ex.:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado,
pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu, vice-rei.
8. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas
por E. Ex.: preexistente, preelaborar, reescrever, reedição.
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OUTROS CASOS DO USO DO HÍFEN
1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não. Ex.:
(acordo de) não agressão / (reservado para) não fumantes.
2. Com mal, usa-se hífen quando a palavra seguinte começar por Vogal, H ou L. Ex.:
mal-assombrado, mal-entendido, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.
* Nos outros casos, escreve-se sem hífen: malcriado, malcomportado, malcheiroso,
malfeito, malsucedido, malvisto.
* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se a palavra não tiver elemento de
ligação. Ex.: mal-francês. Se houver elemento de ligação, escreve-se sem hífen. Ex.:
mal de lázaro, mal de sete dias.
3. Com bem, não há orientações novas no Acordo Ortográfico. De modo geral, usa-se o
hífen nos compostos. Ex.:
bem-aventurado, bem-intencionado, bem-humorado, bem-merecido, bem-nascido,
bem-falante, bem-vindo, bem-visto, bem-disposto.
* Mas há vários casos em que bem se liga sem hífen à palavra seguinte. Ex.:
benfazejo, benfeito, benfeitor, benquisto.
4. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de
palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, disseram- O diretor foi receber o vice-
-me que ele foi viajar. -prefeito.
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